René Descartes e a descoberta de Deus
Estive lendo as seis meditação de Descartes onde este, parte da dúvida total em todas as coisas, passando pela descoberta do Cogito “penso, logo existo”, em seguida pela descoberta de Deus e as provas de sua existência e de sua bondade e justiça, e por fim para chegar ao mundo sensivel. Impressionei-me bastante com a beleza do texto e principalmente com o encadeamento praticamente perfeito entre as Idéias, o que nos leva a ficar realmente convencido principalmente da Idéia de Deus.
Realmente o filósofo deve partir da dúvida assim como coloca Descartes e dá dúvida extrema, chegando a ser dolorosa, duvidar do mundo enquanto fenomeno posto a nossos sentidos e duvidar até da existência de nós mesmos, somente assim poderemos construir um pensamento novo, que valha mesmo a pena ser integrado nas grandes obras da humanidade.
O que queremos mais, se não, o conhecimento de pelo menos uma coisa daquelas que fazem o mundo ser o que ele é? Que beleza então, descobrir-se verdadeiramente um ser que existe, mesmo que seja apenas enquando pensa? E veja se não chegamos no auge de nossa condição humana, se descobrimos um Deus, de qualquer forma sob qualquer gênero?
Ha…creio que o que nos incomoda mesmo é a busca por algo além de nós, já que a intuição nos conduz a esse pensamento. Vejo que todos sonhamos ter a certeza de Descartes, de um Deus acima de tudo, uma porção infinita, que criou o mundo e que de modo algum pode nos fazer mal. Mas o que vemos verdadeiramente é um mundo que possui uma disparidade entre o que percebemos por intuição como infinito, justo, e bom e os encadeamos da vida como um jogar de dados onde nao se pode ter certeza de nada.
Descartes descobre Deus através do cogito, mas… e o mundo tal como ele é, não feito assim pelas mãos e atributos divinos e ele nao quis que tudo fosse dessa maneira? E o que fizemos nós para merece-lo? Bem as coisas não são tão simples… Queria eu ter as certezas de Descartes e não me preocupar mais com essas coisas..
Setembro 22, 2008 às 12:29 am
Ola,
Recebi um texto como sendo de autoria de Schopenhauer, gostaria de saber se é, e em que livro foi publicado.
Desde já agradeço, se puder me ajudar.
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“A vida e os sonhos são as páginas de um livro único; a leitura seguida dessas páginas é o que se chama a vida real; mas quando o tempo habitual da leitura (o dia) passa, e chega a hora do repouso, continuamos a folhear negligentemente o livro, abrindo-o ao acaso nesse ou naquele lugar, e caindo ora em uma página já lida, ora em outra que não conhecemos; mas é sempre o mesmo livro que lemos.”
Setembro 22, 2008 às 7:51 pm
Oi Kaolin
O texto realmente é de Schopenhauer e está no livro ” O mundo como vontade e como representação” este livro foi publicado integralmente no Brasil em 2005 pelo filosofo Jair barboza.
Um abraço
Outubro 4, 2008 às 7:19 am
Luis Carlos,
muitissimo obrigado.
Temos recebido tantos textos por e-mails, ou em blogs (sem critério), com autores “inventados” ou trocados, que minha postura agora é essa: buscar informações em sites sérios, e só passar adiante depois de ter certeza do autor, de preferencia com a fonte original – neste caso especifico – o livro.
Importantissima a sua ajuda.
Abraços.