René Descartes e a descoberta de Deus

Postado em Sem-categoria às Maio 3, 2008 por luizcarlosv

Estive lendo as seis meditação de Descartes onde este, parte da dúvida total em todas as coisas, passando pela descoberta do Cogito “penso, logo existo”, em seguida pela descoberta de Deus e as provas de sua existência e de sua bondade e justiça, e por fim para chegar ao mundo sensivel. Impressionei-me bastante com a beleza do texto e principalmente com o encadeamento praticamente perfeito entre as Idéias, o que nos leva a ficar realmente convencido principalmente da Idéia de Deus.

Realmente o filósofo deve partir da dúvida assim como coloca Descartes e dá dúvida extrema, chegando a ser dolorosa, duvidar do mundo enquanto fenomeno posto a nossos sentidos e duvidar até da existência de nós mesmos, somente assim poderemos construir um pensamento novo, que valha mesmo a pena ser integrado nas grandes obras da humanidade.

O que queremos mais, se não, o conhecimento de pelo menos uma coisa daquelas que fazem o mundo ser o que ele é? Que beleza então, descobrir-se verdadeiramente um ser que existe, mesmo que seja apenas enquando pensa? E veja se não chegamos no auge de nossa condição humana, se descobrimos um Deus, de qualquer forma sob qualquer gênero?

Ha…creio que o que nos incomoda mesmo é a busca por algo além de nós, já que a intuição nos conduz a esse pensamento. Vejo que todos sonhamos ter a certeza de Descartes, de um Deus acima de tudo, uma porção infinita, que criou o mundo e que de modo algum pode nos fazer mal. Mas o que vemos verdadeiramente é um mundo que possui uma disparidade entre o que percebemos por intuição como infinito, justo, e bom e os encadeamos da vida como um jogar de dados onde nao se pode ter certeza de nada.

Descartes descobre Deus através do cogito, mas… e o mundo tal como ele é, não feito assim pelas mãos e atributos divinos e ele nao quis que tudo fosse dessa maneira?  E o que fizemos nós para merece-lo? Bem as coisas não são tão simples… Queria eu ter as certezas de Descartes e não me preocupar mais com essas coisas..

Filosofia no dia-a-dia Schopenhauer 2

Postado em Sem-categoria às Abril 6, 2008 por luizcarlosv

Parte 2

Filosofia para o dia a dia - Schopenhauer 1

Postado em Sem-categoria às Abril 6, 2008 por luizcarlosv

Filosofo fala sobre a idéia de amor de Schopenhauer

O Mundo como vontade e como Representação

Postado em Sem-categoria às Abril 2, 2008 por luizcarlosv

Schopenhauer parte em sua filosofia, como afirma BARBOZA (2001) da representação como primeiro fato da consciência. Afirma: “O mundo é minha representação” (SCHOPENHAUER, 2005. pág.43) nas primeiras páginas de sua principal obra. Considera que o mundo inteiro é um objeto em relação a um sujeito, ou seja, intuição de quem intui, portanto representação. Não se conhece nada no mundo, nem sol, nem nuvens, nem pessoas, nem arvores, mas somente um olho que vê tudo isso.

O sujeito será para o autor o sustentáculo do mundo como representação, pois será a condição do objeto. Sem um ser para perceber o mundo ele cessa de existir. O mundo como representação, para Schopenhauer terá duas partes essenciais e necessárias: o objeto sob a forma de espaço e tempo e mediante estes a pluralidade. E o sujeito que não se encontra nem no espaço nem no tempo e se encontra inteiro e indiviso em cada ser que representa. (SCHOPENHAUER, 2005). O corpo também será considerado objeto, porque está submetido às leis dos objetos: espaço e tempo, mediante este a pluralidade. Todo o conhecimento que temos se dá pelo principio da razão (representação). Conclui o autor como Heráclito, Platão, Espinosa e Kant que tudo que se encontra no espaço e no tempo, que se resulta de causas e motivos possui apenas existência relativa. Compara a teoria isso, a expressão indiana denominada Véu de Maia que seria o véu de ilusão e sonho que envolve todos os mortais. A vida, portanto, será o mundo da representação submetido ao princípio da razão.

Sendo por um lado inteiramente representação, o mundo por outro é inteiramente Vontade. Esta

“é a única coisa que o mundo revela para além da representação, ou seja, a coisa-em-si. Em conformidade com isso, nomeamos o mundo como representação, tanto em seu todo quanto em suas partes, OBJETIVIDADE DA VONTADE, ou seja, Vontade que se tornou objeto, isto é tornou-se representação.” (SCHOPENHAUER, 2005, pág.235)

Afirma Schopenhauer que nenhuma das ciências não chegou nem pode chegar a resultados satisfatórios, já que estas estudam apenas as representações, descrevendo-as, comparando-as e analisando-as, podendo tirar delas apenas suas aparências fenomênicas. Conhecendo apenas as formas permanentes das coisas, ou a mudanças das coisas segundo suas leis de transição. De maneira alguma podem saber o porquê verdadeiro das coisas, o Em-si do mundo. A força se exteriorizando no mundo, a essência intima de todos os fenômenos que aparecem conforme leis permanece para nós um grande mistério, algo completamente desconhecido.

Essa essência do mundo, a coisa-em-si é denominada por Schopenhauer como VONTADE. O sujeito que entra no mundo mediante sua identidade com o corpo, é dado de duas maneiras distintas: uma vez como representação na intuição do entendimento, como objeto entre objetos e submetidos as leis do tempo, do espaço e da causalidade; outra vez de maneira completamente outra, a saber, como aquilo conhecido imediatamente por cada um e indicado pela palavra VONTADE. (SCHOPENHAUER, 2005)

“Todo ato verdadeiro da vontade é simultânea e inevitavelmente também um movimento do seu corpo. Ele não pode realmente queres o ato sem ao mesmo tempo perceber que este aparece como movimento corporal. (…) A ação do corpo nada mais é senão o ato da vontade objetivado, isto é, que apareceu na intuição.” (SCHOPENHAUER, 2005, pag. 157)

Essa Vontade seria a essência do universo, irracional e una, que não quer nada senão viver e para isso cria os instrumentos capazes para tanto. O conhecimento (intuitivo ou racional) em ação na vida prática e na ciência, o qual está submetido ao principio da razão, nada mais é do que um instrumento a serviço da vida, um mêkhanê indispensável à conservação do indivíduo e a propagação da espécie (LACOSTE, 1986). Schopenhauer então irá por outro caminho e considerará o corpo agora como objetividade e traduzirá todo conhecimento real das coisas em Vontade. E ainda dirá que todo ato da Vontade e toda a ação corporal são a mesma coisa sob duas maneiras distintas: numa, imediatamente sentido; noutra intuição do entendimento (SCHOPENHAUER, 2005). Schopenhauer tenta chegar ao Em-si das coisas não mais de fora pra dentro diferentemente dos outros que o precederam. Isso acarretará no ponto marcante de sua filosofia: o primado da Vontade sobre o intelecto.

A vontade que, considerada puramente em si, destituída de conhecimento, é apenas um ímpeto cego e irresistível – como a vemos aparecer na natureza orgânica e na natureza vegetal, assim como na parte vegetativa de nossa própria vida – atinge, pela entrada em cena do mundo como representação desenvolvida para o seu serviço, o conhecimento de sua volição e daquilo que ela é e quer, a saber, nada senão este mundo, a vida, justamente como ela existe. (…) Como a vontade é a coisa-em-si, o conteúdo intimo, o essencial do mundo, e a vida, o mundo visível, o fenômeno, é seu espelho; segue-se daí que este mundo acompanhará a Vontade tão inseparavelmente quanto a sombra acompanha o corpo. (Schopenhauer, 2005, p.357-358)

Vida de Arthur Schopenhauer

Postado em Sem-categoria com categorias, , , às Abril 2, 2008 por luizcarlosv

Filho de Heinrich Floris Schopenhauer, comerciante da cidade de Dantzig, na Prússia, o filósofo Arthur Schopenhauer estava destinado a seguir a profissão de seu pai. Por isso, a família nunca se preocupou muito com sua educação intelectual e, quando contava apenas doze anos de idade, em 1800, induziu-o a empreender uma série de viagens importantes para um futuro comerciante. Schopenhauer percorreu a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Holanda, a Suíça, a Silésia e a Áustria. Mas seu interesse não foi despertado por aquilo que seu pai mais desejava: o que fez de mais importante, durante essas viagens, foi redigir ima série de considerações melancólicas e pessimistas sobre a miséria da condição humana. Em 1805, a família fixou-se em Hamburgo e o obrigou a cursar uma escola comercial. A morte do pai (presumivelmente cometeu suicídio) permitiu-lhe, contudo, abandonar para sempre os estudos comerciais e voltar-se para uma carreira universitária, como era seu desejo. Assim, Schopenhauer passou a dedicar-se aos estudos humanísticos, ingressando no Liceu de Weimar em 1807; dois anos depois, encontrava-se na faculdade de medicina de Göttingen, onde adquiriu vastos conhecimentos científicos.

 

Em 1811, na Universidade de Berlim, assistiu aos cursos dos filósofos Schleiermacher (1768-1834) e Fichte (1762-1814). Este último seria, mais tarde, acusado por Schopenhauer de ter deliberadamente caricaturado a filosofia de Kant (1724-1804), tentando “envolver o povo alemão com a neblina filosófica”. Em 1813, Schopenhauer doutourou-se pela Universidade de Berlim com a tese Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente.

 

Nessa época, sua mãe, Johanna Schopenhauer, estabeleceu-se em Weimar, onde começou a obter progressivo sucesso como novelista e passou a freqüentar os círculos mundanos que Schopenhauer detestava e se esforçava por ridicularizar ao máximo. As relações entre os dois deterioraram-se a ponto de Johanna declarar publicamente que a tese de seu filho não passava de um tratado de farmácia; em contrapartida, Schopenhauer afirmava ser incerto o futuro de sua mãe como romancista e que ela somente seria lembrada no futuro pelo fato de ser sua progenitora.

 

Apesar dessas brigas, Schopenhauer freqüentou durante algum tempo o salão de sua mãe. Ali torreou-se amigo de Goethe (1749-1832), que reconhecia seu gênio filosófico e sugeriu-lhe que trabalhasse numa teoria antinewtoniana da visão. A partir dessa sugestão, Schopenhauer escreveu Sobre a Visão e as Cores, publicado em 1816. 

 

Um filósofo sem público 

 

Em 1814, Schopenhauer rompeu definitivamente com a família e quatro anos depois concluiu sua principal obra, O Mundo como Vontade e Representação. Em 1819, o livro foi publicado, mas um ano e meio após haviam sido vendidos apenas cerca de 100 exemplares. A crítica também não foi favorável à obra.

 

Durante os anos de 1818 e 1819, Schopenhauer passou uma temporada na Itália: ao voltar, sua situação econômica não era das melhores. Solicitou então um posto de monitor na Universidade de Berlim, valendo-se de seu título de doutor e passando por uma prova que consistia numa conferência. Admitido em 1820, encarregou-se de um curso intitulado A Filosofia Inteira, ou O Ensino do Mundo e do Espírito Humano. O título do curso devia-se, provavelmente, a Hegel (1770-1831), que na época era um dos mais reputados professores da Universidade de Berlim. Tentando competir com Hegel, Schopenhauer escolheu o mesmo horário utilizado pelo rival, mas a tentativa redundou em fracasso completo: apenas quatro ouvintes assistiam a suas aulas. Ao fim de um semestre, renunciou à universidade.

 

Em 1821, envolveu-se em um acidente que teve desagradáveis conseqüências econômicas e, sobretudo, viria causar-lhe periódica crise de depressão psicológica. Nessa época, o filósofo residia numa pensão, cujos principais locatários, em sua grande maioria, eram senhoritas de idade avançada. Essas pensionistas tinham o desagradável hábito de espionar a chegada de supostas amantes, recebidas por Schopenhauer em seus aposentos. Certa noite, quando uma costureira chamada Caroline-Louise Marquet dedicava-se a esse mister, Schopenhauer, perdendo a paciência, atirou-a escada abaixo. Como resultado, foi processado e acabou sendo condenado a pagar trezentos thalers de despesas médicas. Além disso, ficava obrigado a pagar sessenta thalers anuais, até a morte de Caroline, que somente veio a falecer vinte anos depois. Durante todo esse tempo, Schopenhauer entrava em depressão nervosa, uma vez por ano, todas as vezes que era obrigado a pagar a pensão. Sua revolta dizia respeito menos à quantia desembolsada do que àquilo que sentia como injustiça cometida pelas autoridades.

 

Entre 1826 e 1833, Schopenhauer empreendeu freqüentes viagens, adoeceu por diversas vezes e tentou uma segunda experiência como professor da Universidade de Berlim. Foi mais uma tentativa fracassada, somente contrabalançada pela crítica elogiosa a seu O Mundo como Vontade e Representação, publicada no periódico Kleine Bücherschau.

 

Solidão e Glória

 

 

Em 1833, depois de muitas hesitações, o filósofo resolveu fixar-se em Frankfurt-sobre-o-Meno, onde permaneceria até sua morte em 1860. Durante os vinte e sete anos que passou em Frankfurt, levou uma vida solitária, acompanhado por seu cão. Sua predileção por animais era filosoficamente justificada; segundo Schopenhauer, entre os cães, contrariamente ao que ocorre entre os homens, a vontade não é dissimulada pela máscara do pensamento.

 

Dedicado exclusivamente à reflexão filosófica, Schopenhauer trabalhou intensamente em Frankfurt, redigindo e publicando diversos livros. Em 1836, veio a lume o ensaio Sobre a Vontade na Natureza, que deveria completar o segundo livro de O Mundo como Vontade e Representação. Na mesma época, redigiu também dois ensaios sobre moral. O primeiro, escrito para concorrer a um concurso da Academia de Ciências de Drontheim (Noruega), intitula-se Sobre a Liberdade da Vontade. O segundo, O Fundamento da Moral, concorreu ao concurso da Academia de Copenhague e continha verdadeiros insultos a Hegel e a Fichte, que provocaram escândalo; embora fosse o único concorrente, o livro não foi premiado. Posteriormente, os dois ensaios seriam reunidos sob o título de Os Dois Problemas Fundamentais da Ética e publicados em 1841. Três anos depois, surgiu a segunda edição de O Mundo como Vontade e Representação, enriquecida com alguns suplementos. Apesar disso, não teve sucesso.

 

O mesmo não ocorreu com a última obra escrita e publicada por Schopenhauer. Intitulava-se Parerga e Paralipomena e continha pequenos ensaios sobre os mais diversos temas: política, moral, literatura, filosofia, estilo e metafísica, entre outros. A obra alcançou inesperado sucesso, logo depois de ser publicada em 1851. A partir daí, a notoriedade do autor espalhou-se pela Alemanha e depois pela Europa. Um artigo de Oxenford, publicado na Inglaterra, deu início à grande difusão de sua filosofia. Na França, muitos filósofos e escritores viajaram até Frankfurt para visitá-lo. Na Alemanha, a filosofia de Hegel entrou em declínio e Schopenhauer surgiu como ídolo das novas gerações.

 

Assim, os últimos anos da vida de Schopenhauer proporcionaram-lhe um reconhecimento que ele sempre buscou. Artigos críticos surgiram em grande quantidade nos principais periódicos da época. A Universidade de Breslau dedicou cursos à análise de sua obra e a Academia Real de Ciências de Berlim propôs-lhe o título de membro, em 1858, que ele recusou.

 

Dois anos depois, a 21 de setembro de 1860, Arthur Schopenhauer, que Nietzsche (1844 – 1900) chamaria “o cavaleiro solitário”, faleceu, vítima de pneumonia. Contava, então, 72 anos de idade.  

Olá Pessoal

Postado em Sem-categoria com categorias às Abril 2, 2008 por luizcarlosv

Meu Nome é Luiz Carlos Vieira Júnior, sou graduado em Artes/música e pós-graduando em Filosofia Moderna pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Meu Monográfico versará sobre a filosofia de Arthur Schopenhauer mais precisamente sobre a possibilidade de acesso as idéias eternas através da contemplação Estética. Nesse blog estarei postando minhas descobertas durante este tempo. Espero que gostem e comentem. Um grande Abraço